Celulite

LIPODISTROFIA GINOIDE (LDG)

Uma das disfunções estéticas mais incômodas e que afeta mais de 95% das mulheres, também é chamada de Lipodistrofia Ginoide (LDG) ou fibroedema geloide (FEG), ou paniculopatia edematofibroesclerótica (PEFE), vulgarmente conhecida como celulite. Conforme Fábio Borges, o uso do termo celulite é incorreto, porque não há nenhuma inflamação deste tecido.  A Lipodistrofia ginoide tem origem multifatorial, dentre elas, a genética, a idade, sexo, distúrbios hormononais, alterações psicosomáticas, o fumo e a bebida alcólica são algumas delas. No entanto, podemos destacar que a obesidade e problemas circulatórios têm papel importantíssimo na evolução desse problema. Para entendermos um pouco melhor, precisamos saber sobre nosso sistema linfático que trabalha como uma circulação coadjuvante, além da arterial e da venosa. A nossa linfa é um líquido viscoso e amarelado que circula através de uma rede de vasos linfáticos. Esse líquido é rico em proteínas, glóbulos brancos (defesa), microorganismo, células mortas, células sanguíneas e carrea bactérias e toxinas, realizando trocas metabólicas com todo organismo e após volta ao sistema linfático. Após fazermos esse pequeno resumo, podemos definir que a LDG é uma infiltração edematosa do tecido conjuntivo subcutâneo, não inflamatório, que leva à hiperviscosidade da substância fundamental ligada à estagnação (estase) da microcirculação e do sistema linfático, resultando na transformação do tecido adiposo em tecido celulítico. Classifica-se a LDG em 4 graus conforme os aspectos clínicos, a aparência física da região e a evolução do quadro. As partes do corpo mais afetadas são a região interna do joelho, região superior anterior da perna, região abdominal, glútea, região dos braços superior posterior. Mas sobretudo, as regiões posteriores da coxa interna e externa (culote), são as mais afetadas. O diagnóstico da celulite é feito através de uma avaliação minuciosa e criteriosa pois é fator determinante para a escolha do tratamento. Nesta avaliação alguns itens devem ser analisados como inspeção e palpação, perimetria do segmento, mensuração do IMC através da altura e peso.  Na anamnese questionamentos sobre a dieta alimentar a frequência na prática de atividade física e a realização de tratamentos estéticos anteriores para LDG, são questões importantes para se obter uma conduta satisfatória no tratamento e assim retardar e involuir o quadro celulítico. Existe uma vasta gama de procedimentos e equipamentos para se tratar o fibroedema geloide, como radiofrequência, lipocavitação, endermoterapia, eletrolipólise, entre outros. Entretanto, todos estes devem vir sucedidos de uma boa e eficaz DRENAGEM LINFÁTICA.

Dra. Josete Lutkus – Fisioterapeuta Responsável Técnica CREFITO2: 130.646-F –

Curriculo Lattes: CV:HTTP://Lattes.cnpq.br/7954351952877297

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